quarta-feira, dezembro 31, 2008

IGREJA A VOSSA REDENÇÃO SE APROXIMA


Ainda é tempo!
Lc 21.28

INTRODUÇÃO

Deus tem alertado seu povo para a sua segunda vinda que será a maior vitória para os crentes, pois se trata da plenitude da salvação, quando esta se completa. Os sinais que precedem esse evento são evidentes.

I. QUANDO ESSAS COISAS COMEÇAREM A ACONTECER

1. Jesus prenuncia o tempo do fim (Lc 21)
a) Os discípulos (v.7) questionam quando ocorrerá
b) Os sinais acontecerão para testemunho (v. 13)
c) Sinais sociais, naturais, políticos, morais, religiosos, científicos, espirituais (Mc 13.35; 2Tm 2.1,3)


2. A Aproximação do fim (vv. 1-14)
a) Falsos mestres (v. 8)
b) Guerras, sedições, ódio, traição e morte (v. 9)
c) Nação contra nação e reino contra reino (v. 10)
d) Terremotos, fomes, pestilências, coisas espantosas e sinais no céu (v. 11)
e) Perseguições, prisões, interrogatórios, por amor ao nome de Jesus (v. 12)
f) Aumento da ciência, multiplicação da iniqüidade, rebelião infantil/juvenil;
g) Homens amantes de si mesmo (2Tm 3.1-9), semelhantes aos dias de Noé


3. A Grande Tribulação (vv. 15-28)
a) Não há como premeditar ação ou reação aos acontecimentos (v. 14)
b) A sabedoria virá de Deus (v. 15)
c) Os familiares, parentes e amigos entregarão alguns e serão mortos (v.16)
d) Serão odiados por causa do nome de Jesus (v. 17), porém nenhum cabelo perecerá (v. 18)
e) A paciência será o refrigério da alma (v. 19)
f) O cerco a Jerusalém será tempo de desolação – ai das grávidas, aflições, mortes, cativos (vv. 20-24)
g) Sinais cósmicos e terrestres, os poderes do céu serão abalados (vv.25-26);


II. OLHAI PARA CIMA E LEVANTAI A VOSSA CABEÇA

1. Cobrai ânimo
a) Pouca fé (mundo/Igreja) – falta de esperança;
b) Materialismo, mundanismo e individualismo – corrompem o corpo de Cristo;
c) Apostasia/heresia – os tempos difíceis levam muitos a procurar outros caminhos;


2. Evitar o sono da negligência
a) Apatia espiritual - ataca e domina o mundo como a igreja;
b) Leva ao comodismo – por último a morte espiritual (Rm 6.8a);


3. Olhar para cima
a) Para ver a glória de Deus
b) Não vemos o transitório (terreno);
c) Não perdemos tempo contemplando as imperfeições dos outros;
d) Diminuímos ante a sua grandeza e perfeição
e) Não enxergamos derrotas nem imperfeições, pois Cristo é vitorioso e perfeito;


4. O que a Bíblia diz
a) Levantar e orar ao Senhor (Sl 119.62)
b) Aproveitarmos enquanto é dia (Jo 9.4)
c) Os sinais se cumprem a cada dia


III. PORQUE A VOSSA REDENÇÃO ESTÁ PRÓXIMA

1. A Redenção do Cristão
a) A palavra redenção significa libertação, redenção, resgate, soltura, livramento, literalmente comprar de volta;
b) O termo vem do latim redimere, "pagar resgate", "redimir". "Redimir" é pagar o resgate para libertar da escravidão; Cristo é simultaneamente o nosso redentor e o preço do nosso resgate;
c) O direito hebraico incluía o "goel" - redentor, libertador, com a responsabilidade de restaurar a fortuna, liberdade e nome do parente, i.e., corrigir o mal realizado; Nm 35,9-29; Dt 19,1-13; Js 20; Rt 2,19s; 4,4; Lv 25,8-34; Dt 25,5-10; Rt 3,13; 4,1-8
d) A maioria das referencias falam da redenção futura, que acontecera na segunda vinda de Cristo (Lc 2. 38; 21. 28; Rm 3. 24; 8. 23; 1Co 1. 30; Ef 1. 7, 14; 4. 30; Cl 1. 14; Hb 9. 12);
e) Trata da redenção do corpo – ressurreição, pois trata da glorificação (Rm 8.23);
f) A Redenção é Eterna - porque não tem fim; é Graciosa - porque foi paga integralmente; é Real - porque ela é sentida e vivida; é Caríssima - porque foi preço de sangue; é Fruto da Promessa Divina;


2. Tempo de despertar
a) O Evangelho está sendo proclamado a toda a criatura - meios de comunicações;
b) Derramamento do Espírito Santo
c) Todos prestarão contas - julgados pelas coisas escritas e pelas obras;


3. A vinda do Filho do Homem (vv. 29-31)
a) A segunda vinda de Cristo abrange: o arrebatamento da Igreja; as Bodas do Cordeiro; a Grande Tribulação; à volta de Jesus em Glória na Terra;
b) Jesus virá pessoalmente nos receber (1Ts 4.16) - vitória dos salvos (1Ts 4.17)
c) Esperança da Igreja (Tt 2.13) - receber o galardão;
d) Ainda é tempo - Deus hoje lhe concede a oportunidade de se reconciliar com Ele;


CONCLUSÃO

“…Eu creio que todos os sinais que devem preceder os últimos dias já têm aparecido. Não pensemos que a vinda de Cristo está longe; olhemos com as cabeças erguidas; esperemos a vinda de nosso Redentor com anelo e mente alegre….”

segunda-feira, dezembro 15, 2008

FILHO MEU, DÁ-ME O TEU CORAÇÃO


Pv 23.26

INTRODUÇÃO

Do coração humano partem todos os objetivos da vida, como aceitar ou rejeitar a vontade de Deus (Pv 4.23). Sua atuação vai além de um depósito de emoções e sentimentos, como veremos a seguir.

I. FILHO MEU

1. Para se tornar filho de Deus é necessário:
a) Arrepender-se da vida em pecado, confessar e aceitar a Cristo como salvador;
b) Tem que ser nova criatura e estar em comunhão com Ele (Is
c) Em pecado do coração brota perversidade (Pv 6.14; Mt 5.19)
d) A perersidade do coração é que trouxe o dilúvio (Gn 6.5-6)
e) Levam a morte o caso de Ananias e Safira (At 5.4)


2. Adoção de Filhos
a) Somos filhos de Deus por adoção e não filhos de Deus por natureza;
b) Os crentes são iniciados na própria família de Deus, ficam sob a lei da obediência filial e, ao mesmo tempo, passam a ter direito a todos os privilégios da filiação (Jo 1.12; Rm 8.15, 16; Gl 3.26, 27; 4.5, 6);
c) É colocar ou posicionar como filho; qualifica os crentes como gerados por Deus; dar direito legal (Jo 1.12, 13; Gl 4.5, 6...);
d) Dá direito a vida eterna – os crentes são revestidos de todos os direitos filiais legais e se tornam herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo (Rm 8.17, 23, 29-30; Gl 3.14; 4.6).

II. DÁ-ME O TEU CORAÇÃO; E DELEITEM-SE OS TEUS OLHOS NOS MEUS CAMINHOS

1. Definição de coração
a) Anatomia – órgão oco, muscular, situado na cavidade torácica, cosntituido de duas arículas e deis ventrílocos , e que recebe o sangue e o bombeia por meio de movimentos ritimados de sístole;
b) No homem – parte mais central ou mais profunda de algo; âmago; parte mais íntima de um ser; berço dos sentimentos, das emoções, do afeto, do ânimo, da coragem.
c) Na Bíblia – sede das emoções, da razão, do caráter; associado à mente, à vontade, às emoções, ser interior, personalidade.


2. Por que Deus quer o coração?
a) Dele procede o agir humano, i.e, o querer como o executar (Mt 6.21; 15.18);
b) Na ideologia do povo judeus o coração era considerado o centro da vida;
c) Um coração ferido e em pecado é prisioneiro do passado e limita o agir de Deus


3. Que tipo de Coração Deus quer?
a) Que entenda (Dt 29.4); Que sinta (1Sm 24.4-6); Que ame (Dt 30.6); Que seja sábio (Pv 23.15,16,26)
b) Que obedeça em temor (Dt 5.29); Que o busque em verdadeira adoração (Mt 15.8;Sl 27.8; Jo 4.24; Hb 13.15)
c) Que seja humilde (2Sm 7.18-22); Que faça a vontade de Deus (Mt 17.5)
d) Que seja movido por Jesus (Fp 2.5-8); Que confesse que Jesus é o Senhor (Rm 10.9-10)
e) Que faça a obra com amor e não por interesse (Cl 3.23-24)


4. Ser segundo o Coração de Deus)
a) Davi era um homem segundo o coração de Deus (At 13.22)
b) Em sua chamada Deus contemplou não sua aparencia e sim o coração (1Sm 16.7)
c) Desejava sempre um coração puro e um espírito reto (Sl 51.10)
d) Os puros de coração verão a Deus (Mt 5.8)
e) Deus é que transforma o coração (Ez 11.19; 2Co 3.2-3; Sl 16.7,9)

CONCLUSÃO

Ofereça a Deus o seu coração de pedra, impenitente, ferido, contaminado, e clame no mais profundo de suas entranhas: “Dá-me, ó DEUS, um coração obediente, que ama a tua Palavra e sente o prazer de anunciá-la”

domingo, novembro 30, 2008

UMA ORAÇÃO DE ALÍVIO


Acalma-te, emudece!


 (Salmos 4)

I. INTRODUÇÃO
O texto reflete a paz interior que deve habitar naquele que serve a Jesus, mesmo numa situação de aflição/perturbação (v. 8). O chegar da noite a tentação de remoer as injustiças sofridas (v. 4), conduz o cristão a expressar sua fé, entregando seus flagelos e a si mesmo a Deus (v. 5), convocando outros a participarem também.
Existem pessoas que não dormem direito, pois são atingidos pela ansiedade, depressão, estress, medo, dentre outros males. A concepção para o dia de amanhã reflete em nossa vida, positivamente ou negativamente. Tais situações podem ocorrer em nossas vidas, vamos aprender como agir neste contexto.

II. UMA ORAÇÃO DE ALÍVIO
1. Urgente apelo a Deus (v. 1)
a) “Ouve-me quando eu clamo”, “tem misericórdia”, “Ouve a minha oração”;
- necessitado urgentemente de livramento de seus inimigos (Sl 3.4);
- o Salmo 3 trata da revolta de Absalão, onde a vida de Davi estava em jogo;
b) Contexto de angústia
- implicações de ficar preso num canto apertado (Gn 48.15-16);
- aflição é um lugar apertado que nos ameaça esmagar;
c) Deus da minha justiça expressão que apela para o caráter de Deus como sustentador da justiça e protetor dos Seus;
- apesar dos pecados graves que cometeu Davi nunca adorou outros deuses;
- por ser justa sua causa ele cria na intervenção divina;
d) Não se trata de uma oração formalista/legalista, mais de uma expressão originária do interior.

2. Conselho sábio para o próximo (vv. 2-6a)
a) Uma resposta para os inconstantes (vv. 2-3)
- trata de pessoa cuja lealdade é instável, multidão que apoiava Absalão;
- cercado por suspeita, apela à boa vontade e ao bom-senso das pessoas (v. 2);
- contudo, o redentor não vem delas e sim de Deus (3);
- as humilhações surgem provindas do engano, vaidade e mentira (v. 2b);
- a credibilidade/autoridade/honra e atingida pelo desprezo, por meio de promessas falsas e calúnias do inimigo (MI 1.6; Gl 4.16ss.);
- aquele que lhe é querido, trata da escolha divina de um homem, não meramente para um ofício, mas para comunhão com Ele;
- este escolhido ora e Deus responde, reflete uma advertência “não brinque comigo”;
- que saibam nesta hora, todos os que te magoam e te desencorajam com calúnias, que Deus te escolheu.
b) Uma resposta para os temerários (vv. 4-5)
- trata de pessoa impetuosa, que soluciona tudo num impulso imediato (Lc 9.54-56; Tg 1.19-20; Ef 4.26);
- os exageros podem causar danos irreversíveis nos outros – ter domínio próprio (Gl 5.22-23);
- a ira de longa duração produz atos de violência e crimes;
- "Consultai,... o vosso coração" é uma expressão hebraica comum para "pensar", "meditar", se possível antes do por do sol.
- falar com sua consciência e silenciar, isto é, reexaminar suas motivações e atitudes;
- estavam atacando um homem bom por motivos irrelevantes;
- irar (heb. Rigzu) significa tremer, estes homens deveriam tremer em suas atitudes e oferecer sacrifícios de justiça (v. 5);
- o sacrifício pressupõe mudança de coração (Pv 15.8; Dt 33.19);
c) Uma resposta para os lastimosos (v. 6a)
- trata de pessoas com sentimentos derrotistas ao se depararem com as dificuldades;
- inconformados e pessimistas, com a falta de alegria;
- “muitos dizem” reflete algo banal (Sl 3.2);
- mostra falta de esperança, fé e credibilidade;
- reflete um suspiro por tempos melhores, porém sem perspectivas de que ocorra;

3. Confiança serena em Deus (vv. 6b-7)
a) Enquanto os amigos de Davi suspiram, ele anseia por Deus e ora (v. 6b);
- ante as densas trevas ele anseia por ver refletida em sua vida a luz divina;
- a oração é o instrumento para o agir de Deus;
- deixa o brilho e a alegria do Espírito de Deus refletir em seu rosto;
b) O resultado desta confiança traz alegria (v. 7):
- interna (no coração), pois o auxílio em tempo de crise vale mais que muitos bens;
- não é uma alegria corriqueira e externa, baseada apenas nas possessões materiais;
- ambas brotam firmemente da parte de Deus no meio de todas as humilhações, provocações, mentiras, calúnias e desencorajamentos;

4. A paz bem fundamentada (v. 8)
a) Não é algo ilusório, pois simultaneamente o sono vem;
- é seqüencial (deito e durmo), sono sossegado quando se conhece o cuidado divino;
- a alma perturbada tem dificuldades para dormir, porém aquele que confia em Deus o sono vem fácil;
b) Não vem de nós, mais de Deus, por meio da confiança sem medo (Pv 1.33);
- em meio as perseguições Davi foi capaz de dormir sossegado;
- “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará” (Sl 37.5)

III. CONCLUSÃO
Davi nos mostrou a atitude que devemos ter ante a provação, pois ele se encontrava humilhado (2a) e cercado por mentiras (2b), provocação (4) e melancolia (6). Contudo, o seu lamento se transformou em uma canção de confiança e alívio. Resultado de uma fé genuína e de experiência na providência divina. Esse Deus se faz presente hoje e dará a você o mesmo descanso e paz (Rm 14.17). Creia somente!

sexta-feira, outubro 31, 2008

O REI DA GLÓRIA!


Levantai, ó portas, as vossas cabeças! 

(Salmos 24)


I. INTRODUÇÃO
Existe uma seqüência nos Salmos 22 ao 24, o primeiro se expressar em forma de lamento(Salmo 22), o segundo de consolo (Salmo 23), e o terceiro que engrandece a majestade e o triunfo do Rei da Glória.
Trata de uma cerimônia de entronização, onde o vencedor entra na cidade que conquistou, também pode referir-se ao cântico entoado quando a arca da aliança foi tirada da casa de Obede-Edom, para o tabernáculo em Jerusalém (2Sm 6.12ss). Conhecido como Salmo litúrgico por celebrar a entrada no Santuário.

II. O REI DA GLÓRIA
1. O Soberano (vv. 1,2)
a) O grande proprietário, suas terras e seus servos, seus direitos e sofrimentos (v.1).
- ao Senhor pertence tudo, alguns requerem este posto para si (tolos);
- Cristo é Soberano e Salvador Universal (Jo 12.32)
b) Ele é o criador e o sustentador (v. 2)
- refere-se ao ato criador (Gn 1.2,9,10; Jó 38.8);
- do cosmo e de todo o ser vivente que habita nas profundezas as alturas;
- os propósitos divinos realizados por meios singulares, que se contrapõe a instabilidade de coisas terrestres;

2. Os Requisitos para a adoração (vv. 3-6)
a) Uma pergunta importantíssima (v. 3)
- foi lançada a multidão expressando que subir ao Monte do Senhor requer preparo;
- Nem todos podiam avizinhar-se do templo, somente os qualificados, pois manter-se em sua presença requer compromisso;
- homens julgados pelo seu comportamento.
b) Instrução para a qualificação (v. 4)
- ligação entre moralidade externa e pureza interna;
- limpo de mãos (Mt 27.24; Sl 26.6; 73.13): como limpá-las, como conservá-las limpas, como poluí-las, como fazer para que fiquem limpas de novo?
- puro de coração, isto é ter atitudes corretas;
- que não entrega a alma à vaidade, idolatria e outras práticas vãs dos pecadores;
- que não julga dolosamente (Ex 20.7).
c) Uma vez manifesto o caráter haverá um favor recebido (v. 5)
- liberdade de continuar marchando na direção do templo para prestar sua adoração;
- pronunciamento do juiz favorável à reivindicação ou petição da pessoa, por ela ter passado no teste;
- a lei da semeadura, pois o que continuasse em pecado seria julgado por presunção e desrespeito a ordem do culto;
d) Aqueles que realmente buscam comunhão com Deus (v. 6)
- os aptos são considerados a geração que busca e acha Deus; (Dt 4.4-8);
- os limpos de coração e de mãos são os escolhidos de Deus (Is 43.1)

3. A Entrada Divina (vv. 7-10)
a) Levantai, ó portas,... (v. 7)
- na antiguidade os poderosos ficavam as portas da cidade, onde exerciam o papel de juiz (Pv 31.23; Jó 29.7).
- neste texto o salmista refere-se acerca dos sábios e poderosos (príncipes, juízes, magistrados, anciões, nobres etc.) que exercem domínio e juízo entre os homens.
- retrata o domínio eterno de Cristo (Cl 2.15), quando na segunda vinda, como filho de Davi, Rei e Senhor de toda a terra, uma vez que nos céus ele já se assentou nesta condição (Is 6.3; Ap 7.14; 19.11-21);
- levantar é sinal de reverência e admiração;
- levantar é um sinal de respeito e de reconhecimento de que àquele que adentrou;
- além de Jesus exercer o domínio entre os homens, Ele exerce domínio sobre os principados e as potestades celestiais (Ef 3.10);
- entradas eternas referem-se a um reino onde Jesus exercerá domínio para sempre;
- a portas (governo humano), e os portais eternos (domínio celestial).
- levantar (heb. nasa), que quer dizer descobrir, despir, desnudar, expor, dar passagem, no texto em particular infere-se a idéia de revelar/abrir;
- esta abertura trará verdades, conhecimentos obtidos ao ver revelado os interiores;
- Cristo rompeu o véu que nos separava do conhecimento de Deus;
b) Quem é este Rei da Glória? (v. 8)
- Seu Nome "O Senhor dos Exércitos" – todo principado e potestade se submete a Ele.
- Suas vitórias, implícitas na expressão. "O Senhor forte e valente na guerra".
- Seu título como mediador, "o Rei da glória".
- Sua entrada com autoridade no lugar santo.
- O poderoso herói: Seu status, seu poder, suas batalhas, suas vitórias.
c) A ascensão e suas lições (v. 9)
- (1) Jesus já entrou em seu coração? (2) Há obstáculos? “portais/portas” (3) Precisa removê-los? "abram-se".
- (1) A graça nos capacita a abrir: "abram"; (2) Jesus entrará; (3) Como "Rei", e "Rei da glória".
- direcionam-nos até a vinda do Senhor como Juiz. Se a terra é dEle (1, 2), e se Ele é santo (3-6), a interpelação aos "portais eternos" não é um exercício em cerimonial, mas (2Co 10.3-5), um brado de guerra para a igreja.
d) A soberania e a glória de Deus em Cristo (v. 10).
- hoje temos a Palavra revelada de Deus (Bíblia);
- será que nossos corações estão abertos para essas verdades preciosas?

III. CONCLUSÃO
Hoje Deus lhe convoca para abrir os portais de sua vida para que Ele possa entrar triunfante como Rei da Glória e Senhor dos Exércitos.
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo”. (Ap 3.20)

terça-feira, setembro 30, 2008

QUE ADORAÇÃO VOCE TEM APRESENTADO A DEUS?


Jz 17.7-13

INTRODUÇÃO

Um santuário rival e herético tinha sido estabelecido no território de Dã (tribo de Sansão). A apostasia nesta época trazia confusão tanto no contexto religioso como civil. Iahweh estava sendo cultuado, mas com acompanhamento de ídolos (sincretismo religioso) e sacerdócio não autorizado, em confronto com os Mandamentos (Êx 20.3,4,23).

I. A IDOLATRIA DE MICA (Jz 17.1-6)

1. Quem era Mica
a) Homem da região montanhosa de Efraim (v.1)
- sete pessoas na Bíblia tiveram este nome; este Mica desta passagem é o primeiro;
- Seu nome significa “Quem é como Iahweh?”
b) Sua cronologia é incerta; alguns o situam no tempo de Otniel (Jz 3.8-11)
c) Segue-se a história de Sansão, talvez por estar realcionado a história dos danitas, tribo de origem de Sansão;


2. O caráter de Mica
a) Ladrão – roubou 1100 siclos de prata de sua mãe; 01 (um) siclo era o trabalho de um mês;
b) Por ser a mesma quantia que Dalila recebeu por entregar Sansão, alguns identificam esta mãe ser ela(16.5);
c) Por não saber que era seu filho pronunciou uma maldição sobre aquele que subtraiu seu dinheiro;
d) Por temor ante a maldição lançada ele confessa o roubo; os israelitas levavam muito a sério as bênçãos/maldições (Ec 3.9-11).


3. A Idolatria de Mica
a) A mãe dedicou o dinheiro para fins religiosos - pensava desviar a maldição de seu filho
- o dinheiro foi dedicado a Iahweh mais a plicação foi em ídolos;
b) Fez uma imagem de fundição – madeira esculpida revestida de prata
c) Sua casa tornou-se “casa de deuses” (v. 5)
d) A mãe deu a prata, o ourives o trabalho e mica forneceu o santuário para o ídolo;
e) Mica fez uma estola sacerdotal e ídolos do lar e consagrou seu filho para ser sacerdote (v.5)
f) Dias de anarquia em Israel – cada um fazia o que queria (v.6)
- enlouquecidos, cada qual querendo fazer algo diferente, espetáculos, shows, ...;
- resignados a moldar-se a Palavra de Deus;


II. A RELIGIOSIDADE DE MICA (Jz 17.7-13)

1. Um Levita de Belém de Judá
a) Residia nas proximidades de Mica, no monte de Efraim
- neto de Moisés (Jz 18.30)
- talvez em uma das cidades de refúgio (Js 21)
b) Levita sem ocupação (v.9) – foi chamado para ser sacerdote particular e pai de Mica;
c) Fez-lhe uma oferta financeira (v.10) – dinheiro, vestuário e sustento
d) O levita achou a oferta boa e aceitou; foi consagrado a sacerdote por Mica;
- Mica não tinha autoridade para isso


2. Religiosidade sem conteúdo (v.13)
a) Fundada apenas nas exterioridades da adoração
b) Tinha seus ídolos, seu santuário e um levita empregado e consagrado sacerdote;
- querendo trazer legalidade as sua aberrações
- pensava que assim seria abençoado
c) Tratava de superstição e não fé genuína que marcava suas atitudes.
d) O conteúdo espiritual da religião estava ausente
- o culto estranho começou tímido, depois cresceu e floresceu na casa de Mica;
- tudo começou com uma religião doméstica; Mica já estava assumindo o papel de sumo sacerdote;
e) Os danitas foram a casa de Mica e roubaram seu santuário e levaram o Levita (Jz 18.18-21);
- a oferta dos danitas era melhor e ele não pensou duas vezes; o cache era mais alto;
- a generoisade Mica foi paga com ingratidão, portanto, cuidado, seu levita particular pode te trair;


3. Liçoes sobre a história de Mica
a) A tentação em relação a idolatria é muito forte no coração humano
- idolatria é tudo aquilo que você coloca no lugar de Deus: bens, pessoas, possessões, eventos, ...
- alguns sucumbem ante a templos, catedrais, carros, mansões, roupas, jóias, televisão, internet,...
- muitas igrejas tem se tornado casa de ídolos no lugar de adorar Iahweh reverenciam-se homens, objetos, amizades,...
- estamos vivendo uma época de celebridades, em certas igrejas Jesus não tem mais a primazia, pois pessoas no afã de se aparecerem usurpam o lugar de Deus, esquecendo que Ele abate o soberbo (Tg 4.6);
b) O sincretismo religioso
- acreditam que por estar perto, ajudar e/ou sustentar um vaso ficarão imunes aos juizos divinos, mesmo em pecado;
- obreiros que no receio de perder o sustento não combatem o pecado do povo, que se corrompe em sua caminhada ao inferno (que é real!);
- não congregam, ficam atrás de profetas ou igrejas que lhes acalente o pecado e/ou sua vida fora dos padrões divinos; crente pula-pula (cuidado o galho pode quebrar!);
- subornam e corropem o levita com ofertas e bajulações, objetivando manter sua vida errante;
c) O perigo do pragmatismo (aquilo que funciona é a verdade)
- ante a inércia/comodismo aberrações tem se tornardo verdades no seio da igreja;
- princípios bíblicos tem sido sobrepujados em contraponto a vaidade, sensualidade, irreverência, falsidade e outros males carnais tem aflorado no meio das igrejas;
- a inversão dos valores sociais e a degradação da humanidade esta se tornando cada vez mais crescente e sua influência avança corrompendo a instituição ética de Deus na terra, isto é, a Igreja;
- culto tem virado shows, espetaculos de circo, onde o que chama a atenção não é a Palavra de Deus e sim os gracejos e trejeitos do ministrante;
d) O que fazer?
- é necessário voltar ao centro da vontade de Deus, retomar a verdadeira adoração, em reverência e obediência, buscando a santidade de vida que é reflexo de uma nova criatura;
- Deus é santo e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23)
- Jesus é o caminho, a verdade e a vida e fora dEle é impossível conhecer a Deus e herdar a vida eterna (Jo 14.6);


CONCLUSÃO

Deus abomina o pecado, contudo ama o pecador (Jo 3.16). Ainda é tempo de retornar ao centro da vontade de Deus. Encerro com estas perguntas: Que vida você tem levado? Ela esta dentro dos padrões divinos? Que tipo de cristão é você? Tem certeza da vida eterna? Hoje Deus quer mudar a sua vida?

domingo, agosto 31, 2008

A LÂMPADA DE IAHWEH


Símbolo da presença de Deus (shekinah)
(Lv 24.1-4)


INTRODUÇÃO
O texto em questão trata do candelabro de ouro que compunha o Tabernáculo. Os intérpretes cristãos têm encontrado muitos símbolos no candeeiro de ouro. Analisaremos a tipologia do candelabro com relação a Cristo e sua igreja, por meio de quem a plenitude do Espírito manifesta-se a todos (Ap 1.12,13,20).

I. O CANDELABRO DE OURO
1. A história do candelabro:
a) Peça de alto valor, sendo cobiçada por muitos;
b) Na construção do Tabernáculo o candelabro foi designado para iluminar o lugar Santo (Êx 25.31-40);
c) Moisés o fez todo de ouro (Ex 37.17-24), no total de 01 talento (+/- 60 kg; o grama de ouro R$ 46,69);
d) Salomão na construção do templo mandou confeccionar 10 candelabros, que foram levados para a Babilônia (Jr 52.19), não se sabe o destino após esta data.

2. Significado:
a) Candelabro (menorah): candeia; candeeiro, são sinônimos da peça idealizada por Deus para uso no Tabernáculo, também destinava ao uso doméstico (2Rs 4.10);
b) Deus deu a Moisés instrução sobre a confecção do candelabro, que teria as seguintes características:
- feito à mão; batido; amassado (v. 31);
- sem emendas; uma só peça sem divisões (v.31);
- era de ouro puro (v. 39);
- feito segundo modelo divino (v. 40).
c) O candeeiro aparece como a presença de Deus (heb. Shekinah) entre seu povo (Zc 4.1-14);
d) O Candelabro simboliza: Jesus Cristo; a Igreja de Cristo; e,também os Ministros e os Cristãos:
- com Cristo (Jo 8.12) – uma só peça Jesus também não teve qualquer de seus membros quebrados (Jo 19.31-33), foi moído, amassado, por nossas transgressões (Is 53.5); Jesus é considerado a luz que veio ao mundo, para trazer a vida de Deus para o homem caído em trevas (Jo 9.5; 1.4-5; 3.19-21; 1Pe 2.9; 1Jo 1.7);
- com a Igreja (Ap 1.12-13) - durante a perseguição, foi amassada, moída, forjada, perseguida, mas permanece "una", "íntegra", sem divisões (At 8.1); a Igreja também é uma, sem divisões (Ef 1.21);
- com os Discípulos (Mt 5.14-16) – Jesus em seu ministério preparou os discípulos para serem luzes (Mt 28.19-20); fazer discípulos é aumentar o número de candelabros, de luzeiros, e assim, iluminar o mundo; missão que nos atinge hoje.

II. A LÂMPADA DE JEOVÁ
1. Iluminando o Santo Lugar
a) Para iluminar o Santo Lugar Deus o proveu de um candelabro de ouro, pois o mesmo não era iluminado por luz natural;
b) Era composto de: uma base, uma haste principal e as hastes filiais como ramos que se encurvam verticalmente para o lado;
c) Cada uma das seis hastes filiais e a haste central terminavam em um pote feito em forma de uma flor de amêndoa aberta;
d) Eram decorados em alto relevo com desenhos de florescências de amendoeira;
e) No mesmo topo as pétalas abertas da flor seguravam uma luminária de óleo;
f) Cada das seis hastes filiais terminavam em um pote feito de uma flor de amêndoa aberta;
g) A arte foi realizada por artesão qualificados e ungidos pelo Espírito Santo (Êx 35.30-36.2);
h) Tinham como objetivo iluminar constantemente a glória do Santo Lugar.

2. Sete hastes:
a) No estudo da numerologia da Bíblia vemos que o número sete representa a perfeição;
b) As sete luzes que brotavam do candelabro simbolizam, dentre outros significados, a perfeição da vida espiritual e moral do homem ou do povo que anda na sua presença de Deus;
c) As hastes estavam unidas a peça – ilustra a unidade e a perfeição da nação iluminada por Deus e Seu Espírito.

3. O azeite:
a) Em sua instrução, Deus não falou sobre a qualidade do azeite, porém deveria ser perfeito;
b) Deveria ser isento de qualquer impureza – ser de oliveira e purificado;
c) A pureza do azeite depende da destreza do operador no lagar – envolve vários processos de purificação; (espremido, fervura, caldeira, ...);
d) Tudo que damos ou empregamos para Deus deve ser puro e perfeito, isto é, o melhor (Ec 9.10a);
e) O azeite representa a graça do Espírito Santo, que alumia a vida e lhe dá o poder de aceitação (Jo 16.13);
f) O azeite era também usado como: alimento (Êx 29.2; Nm 11.8; 1Rs 17.8), medicinal (Lc 10.34-35; Is 1.6), combustível (Êx 25.6; 27.20; 35.8), lubrificante/hidratante (Lc 7.46-47), cosméticos (Sl 104.14-15), para as consagrações (Êx. 30.22), dentre outras;
g) Amêndoa no hebraico significa "despertando", porque a amendoeira era a primeira árvore que despertava do inverno e florescia. Falava da luz veloz e poderosa. (Gn 43.11; Ec 12.5; Jr 1.11-12).

4. Luz contínua:
a) A luz no Santo lugar era uma lembrança constante de que Deus estava com o seu povo;
b) O objetivo da lâmpada não era iluminar a Deus, Ele já é luz, mas alumiar o povo simbolicamente (Êx 27.20-21);
c) Não há trevas para os que andam na presença de Deus, como não há divisões e desarmonias para os que vivem em paz com Deus;
d) Todas as lutas, todas as perturbações e toda a treva moral e espiritual provêm da rebelião contra Deus;
e) Ora, o povo vivia na presença de Deus mediante a obediência, e o candelabro era uma figura material do fato maior e mais significativo de que de cima vinha a luz para o caminho do mesmo povo;
f) Davam mobilidade para os sacerdotes exercerem o seu ofício (Sl 119.105).

5. Manutenção
a) Feito de ouro puro - devia ser purificado toda vez que as cinzas fossem removidas;
b) Duas vezes a cada dia (manhã e a noitinha), um sacerdote trocava um pavio, e enchia as luminárias com azeite puro de oliveira, espremido para as luminárias (Ex 30.7; 27.20-21);
c) Somente o sumo sacerdote poderia trocar o óleo da luminária, por dela o responsável (Lv 24.3);
d) Deviam aparar as pontas dos pavios (Êx 30.8; 27.21);
e) Em outro momento na história deviam arder continuamente;
f) Presume-se que de manhã os pavios seriam aparados com o espevitadort(pinça) próprio, sendo posto azeite e à tarde à hora do incenso, novo azeite para que as lâmpadas pudessem arder até de manhã (Êx 27.20, 21; Nm 8.1; Lv 24.3).

III. APLICAÇÃO A NOSSA VIDA
1. O candelabro
a) João em sua visão no livro de Apocalipse viu sete candeeiros de ouro, cada um deles com sete luzes, representando as sete igrejas da Ásia, visão esta que se aplica as demais igrejas, em toda parte e por todo o tempo;
b) O projeto de Deus para sua igreja é eterno, sendo sua luz infundida aos que estão a sua volta;
c) Hoje nos somos o tabernáculo de Deus aqui no mundo;
d) O candelabro ficava no lugar Santo, assim nos devemos ansiar por estar na presença do Senhor;
e) O candelabro era uma só peça, também não podemos viver divididos (servir a Deus e ao diabo).

2. O Azeite
a) A luz do Espírito Santo na vida do homem só é interrompida quando surge o pecado, ficando este em trevas (Pv 20.20);
b) A presença de Deus não sofre intermitências, a não ser que o homem ou o povo o abandone;
c) Somos a habitação do Espírito Santo de Deus e a luz do mundo – vivemos como portadores da glória de Deus ao mundo;
d) Está glória é envolta pela santidade de Deus (1Pe 1.16) – ser de ouro puro é o nosso alvo.

3. Algumas causas da interrupção do brilho:
a) Em alguma igreja pode desaparecer ou ficar fosco o brilhar;
b) Os sacerdotes tinham de aparar as pontas dos pavios, com objetivo de limpá-lo, visto que o torrão impediria a luz, e tratava de uma operação diária;
c) Além de estar limpo o pavio devia ter azeite;
d) Sem o Espírito Santo as igrejas não refletem o seu brilho;
e) Azeite é símbolo do Espírito Santo, que veio para adornar a igreja;
f) Nos somos a luz do mundo e temos que brilhar.

4. A iluminação
a) Fomos concebidos segundo o modelo dado por Deus;
b) Era uma peça valiosa, assim como nós que custamos o sangue de Cristo no Calvário – não pode haver em nossa vida, lugar para: depressão, traumas, complexos, baixa estima;
c) Somos forjados a cada dia para que em nós a glória de Jesus resplandeça – as lutas, aflições e provações são para nos purificar na presença de Deus;
d) Assim como o candelabro era limpo e abastecido de azeite diariamente, nos devemos fazer o mesmo para não ficarmos como peças valiosas em museus; enzinabradas; empoeiradas; encostadas;
e) A iluminação do cristão não advém da luz natural, mais daquela emanada pelo Espírito Santo em seu interior (Jo 1.9);
f) Assuma a sua posição. Diante de Deus; diante de si mesmo e diante dos homens. Saia debaixo do alqueire (Mt 5.15; Lc 8.16; 11.33);
g) Talvez você esteja desiludido, caído mais nesta hora "Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do SENHOR nasce sobre ti. Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o SENHOR, e a sua glória se vê sobre ti".(Is 60.1-2).

CONCLUSÃO
Hoje temos no coração a luz do Espírito Santo, que dispensa todos os símbolos! Limpemos os pavios da nossa vida e da nossa igreja, para que o pavio possa expandir a luz livremente. Façamos a operação diariamente de manhã e à noite e a toda hora. (Mt 26.73).

quarta-feira, julho 30, 2008

O TESTE DA HONESTIDADE


Você é inocente ou culpado?


 (1Jo 3.6)

INTRODUÇÃO
No estudo de hoje apresentaremos sete testes de honestidade que se encontram na Primeira Epístola de João. Os testes revelam as condições da conduta moral em relação a um padrão divino pré-estabelecido. Ser honesto é requisito para ver o Reino de Deus.
Rui Barbosa escreveu: "de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto..."

I. A HONESTIDADE

1. Algumas considerações:
a) Os testes de honestidade que veremos a seguir, demonstram condições de conduta moral em relação a um padrão divino;
b) O termo “Ean eipwmen“ (Se dissermos) é um condicional grego de terceira categoria, um modo muito delicado de declarar a possibilidade;


2. Conceito
a) Qualidade ou caráter de honesto; honradez, dignidade; probidade, decoro, decência; castidade, pureza, virtude; integridade, probo, reto, puro;
b) É um princípio de Salvação no Reino de Deus.

II. O TESTE DE HONESTIDADE

1. Falsa comunhão (1.6)
“Ao afirmar que mantêm comunhão com Deus e anda nas trevas”
a) Neste caso a verdade não é apenas o que se diz, mas também o que se faz:
- andar nas trevas é estar fora da vontade de Deus;
- este teste liga o andar com Deus com a atitude de fazer a sua vontade;
- só tem comunhão com Deus aquele que anda com Ele;
b) Demonstra a prova da filiação:
- aquele que é um remido deve agir como filho de Deus;
- esta comunhão resulta em santificação, que por conseqüência é prova de filiação;
- envolve cada aspecto da vida diária;
- a luz de Deus ilumina o caminho daqueles que buscam a santificação.


2. Falsa Santidade (1.8)
“Ao afirmar que não têm pecado nenhum”
a) O pecado a que se refere este teste e quanto a sua natureza, princípio ou raiz, e não ao ato;
- negar esta natureza traz duas conseqüências: (1) a nós mesmos nos enganarmos e, (2) a verdade não está em nós;
- este teste induz a confissão do princípio do pecado.
b) Devido ao pensamento gnóstico da época que afirmava que a alma é sem pecado, muitos adotavam este pensamento e afirmavam que não tinham pecado;
- João contradiz esta teoria mostrando que isto trata de um misticismo falso;
- a comunhão com Cristo depende da purificação do pecado e da santidade;
- hoje a teologia liberal tem pensamento similar, evangelho de facilidade, sem negar-se a si mesmo;


3. Falsa Justiça (1.10)
“Ao afirmar que não têm cometido pecado”
a) Este teste refere-se ao ato do pecado e não a natureza:
- negar a prática deste ato é chamar Deus de mentiroso, pois Ele diz que o homem pecou;
- somos confrontados com a Luz a fim de reconhecermos nosso estado pecaminoso;
- a confissão genuína inclui abandonar o pecado, tendo uma vida de vitória;
- este teste induz a confissão de pecados pessoais.
b) Refere-se à mesma teoria do item anterior sobre o pensamento gnóstico:
- neste caso é tratado como blasfêmia, em que Deus é feito mentiroso, visto que ensina que todos os homens são pecadores;
- negar o pecado e desafiar a veracidade de Deus.


4. Falsa Lealdade (2.4)
“Ao afirmar que conhece a Deus e não guarda seus mandamentos”
a) Imitar a Cristo é guardar seus mandamentos:
- este teste liga o conhecer a Cristo com a guarda de Seus mandamentos;
- não guardar os mandamentos é ter um caráter falso e encontrar-se desprovido da verdade.
b) Ainda está em foco a doutrina gnóstica, porém o caminho percorrido por eles não produzia a santidade, sendo espúrio por estar fundamentado num conhecimento falso:
- uma vida desobediente demonstra a falta de uma verdadeira prática religiosa e de honestidade;
- apenas uma exteriorização sem fundamento no interior; enganar-se a si mesmo;


5. Falso Testemunho (2.6)
“Ao afirmar que permanece nEle e não anda como Ele andou”
a) Este teste declara que estar (permanecer) ao lado de Cristo resulta na implicação (dever) moral de imitá-lo:
- o padrão de Cristo deve ser seguido, caso contrário é um falso testemunho;
- devemos chegar a estatura de varão perfeito.
b) Cristo deixou um exemplo a ser seguido:
- obedecer seus mandamentos é andar na luz;
- ser cristão é ser constantemente moldado pelo caráter de Cristo (mente/vontade), o padrão do cristão.


6. Falsa Espiritualidade (2.9)
“Ao afirmar que estar na luz e odiar seu irmão”
a) Este teste coloca em prova a imitação de Cristo:
- é um confronto da conduta com a vida de amor e auto-sacrifício de Cristo;
- busca revelar a inconsistência entre o falar e o agir;
- uma das características daquele que imita a Cristo é o amor ao próximo;
- não amar o irmão é o oposto de andar na luz, é viver em trevas.
b) A prova do amor não estar em falar e sim em praticar:
- o amor pertence a luz e o ódio as trevas;
- o andar de Cristo resultava em amor, isto deve suceder conosco.


7. Falso amor a Deus (4.20)
“Ao afirmar que ama a Deus e odeia seu irmão”
a) Este teste declara que aquele que ama a Deus, demonstra amor pelo próximo:
- é comprovado através de nossa conduta;
- é cumprir os mandamentos (amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo);
b) Este trecho recomenda o amor fraternal:
- aquele que odeia se encontra em trevas e morte;
- entretanto aquele que passou da morte para a vida pratica o amor;
- está associado a uma vida superior;
- a prova do amor a Deus consiste em amarmos nossos irmãos.

CONCLUSÃO
Estes testes realmente põem em prova a honestidade daquele que diz servir a Deus, onde sua conduta diária é confrontada com o padrão divino, que é Cristo. Assim, para termos certeza de que estamos sendo honestos com Aquele que nos chamou, Cristo, temos que refletir em nossa conduta diária todos os requisitos encontrados em Jesus, nosso exemplo a ser seguido.

segunda-feira, junho 30, 2008

O BOM CHEIRO DE CRISTO


Você é cheiroso?


(2Co 2.14-17)

INTRODUÇÃO
O poder da mídia no mundo hodierno tem levado muitas pessoas a banalizarem o certo, a invertem os valores antes consagrados como certos e isto tem levado muitas a exalarem o fedor do pecado e a oferecerem carniças a Deus em vez de cordeiro sem defeito.
- A gente olha a comida e sente o cheiro e logo vem a vontade de comer.
- Você já ficou ao lado de uma pessoa fedida? Axilas, pés, boca, ....
- Qual perfume é o seu? (de bode ou de ovelha?)

I. O BOM CHEIRO
1. Definição
a) O significado de perfume é:
- cheiro agradável e penetrante exalado por uma substância aromática, aroma, fragrância; produto feito de essência aromática;
- por que tomamos banho e passamos perfume? Num país tropical a higiene pessoal diária é essencial e necessária;
b) Como é feito?
- o segredo está na substância aromática ou na essência, que compõe o perfume;
- de preparação caseira ou industrial, usado para perfumar: pessoas, ambientes e/ou objetos;


2. Seu uso na Bíblia:
a) Deus gosta de perfume (Gn 8:21) - perfumou a natureza (flores, árvores, brisa,....);
b) O perfume faz parte do culto a Deus, podemos contemplar seu uso no estabelecimento do tabernáculo; na unção dos sacerdotes; para evitar infecção e corrupção da carne (Êx 30.22-25);
c) Embalsamento dos cadáveres; purificação das pessoas (Et 2.12); Jesus ungido (Jo 19.39); no nascimento de Jesus (mirra), sua morte (nardo);
d) Sua aplicação ao texto:
- Jesus veio em forma corporal; cumpriu a sua missão exaltando o mais suave cheiro sobre a terra que está contaminada com o odor do pecado; (Pv 7.17);
- o bom cheiro vem do interior e depois passa ao exterior (Mt 15.11);
- quantas pessoas exteriormente cheirosas estão andando no mundo, mas o espírito está na podridão do pecado e não tem como se apresentarem a Deus;
- o cheiro do cristão está em Cristo, que é a substância da nova vida (Fp 4.18; Ef 5.1,2);
- Jesus é que nos torna cheiro, não há essência cheirosa em nós e, por isso, não exalamos um bom perfume;
- o fedor do pecado é arrancado pela regeneração (Is 1.4-6);

II. O MAU CHEIRO

1. A mosca no perfume
a) A mosca no perfume refere-se ao pecado na vida do homem - o fedor atrai moscas (Ec 10.1);
- o mau cheiro desagrada (alguns são insuportáveis);
- o bom cheiro agrada!
b) Em seu trabalho o perfumista, se descuidou e uma mosca caiu no recipiente de confecção do perfume;
- por levar certo tempo para curtir, a pequena mosca apodreceu e estragou todo o perfume;
- uma coisa tão pequena estragou tudo, assim é o pecado; o perigo do não tem nada a ver;
- em uma dúzia, uma fruta podre não torna as outras boas;
- moscas têm caído no recipiente da família, casamento, trabalho, igreja,... anulando o efeito para a qual foi criado;
- vidas também arruinadas, porque uma pequena mosca pousou em seu jarro de perfume e acabou com ele para sempre;


2. Cuidado com as pequenas coisas
a) Efeitos desastrosos
- por causa de uma pequena coisa uma vida inteira pode ir por água abaixo;
- a mosca da insensatez (tolice), arruína toda sua honra e toda a sua dignidade;
- cuidado com suas amizades, comportamentos e atitudes, pois minutos de tolice podem levá-lo a se arrepender tragicamente;
b) Corte a influência do que não presta sobre o que presta;
- não é a mosca que fica perfumada, e sim o perfume que fica podre;
- a conseqüência do pecado é desastrosa;
- ao diabo resistimos mais do pecado fugimos, isto não é covardia e sim prudência;
- com o pecado não se brinca, pois nenhum de nós é tão forte como pensa;
- cuidado com o que lê, com lugar por onde anda, com os pensamentos, más companhias,...
c) Cuidado com a insensibilidade do olfato
- tanto o cheiro como o fedor ao ser exalado por muito tempo torna-se comum, contudo o confronto de uma pessoa cheirosa com uma mal cheirosa, causa mal estar e incomodo;
- assim é o crente com o não crente; o justo com o injusto;
- o pecado pode tornar uma pessoa cheirosa e uma pessoa mal cheirosa;

III. EXALANDO O BOM CHEIRO DE CRISTO

1. Efeitos
a) Geralmente, as outras pessoas gostam de estar ao seu lado e algumas até fazem questão da sua presença, pois sua conversa é sadia, seu jeito é humilde e sua presença transmite paz;
b) É exatamente ao contrário, pois sua conversa é cheia de malícias, seu jeito não é humilde e sua presença produz, no máximo, alguns risos;
c) Para se transmitir o bom perfume (Cristo), não é necessário cantar, falar ou vestir-se muitíssimo bem, mas basta apenas viver, pois o perfume não se percebe pela sua aparência, seu som e muito menos pelo seu gosto, mas sim pelo seu cheiro;
d) Não é difícil descobrir se uma pessoa ao seu lado exala cheiro ou fedor, o seu olfato (nariz), detecta, não precisa nem perguntar é só respirar perto dele e você sentirá;
e) Um cristão autêntico não é detectado por suas posses e sim pelo seu caráter, se exala o cheiro de Cristo;
f) Na elaboração muitas substâncias são esmagadas para exalarem o cheiro; assim Cristo fez por nos, foi moído pelas nossas transgressões (Is 53); exalou o cheiro do perdão aos pecadores;
g) Este cheiro ultrapassou eras e continua produzindo seu efeito suave de conquista ao pecador;
h) O perfume de Cristo não é sentido pelo olfato humano, e sim quando vivemos em santidade de vida, obediência e reverência;
i) Na igreja apresentamos nossos corpos em sacrifício vivo diante de Deus; contudo a vida em pecado exala seu fedor, atrapalhando a oferta; Entretanto, se há um mesmo cheiro este impregna todo o lugar e a Glória do Senhor se faz presente em sua plenitude;
j) O bom cheiro de Cristo, reflete a alegria, paz, confiança, fé,.....
k) Ter o cheiro de ovelhas não é usar essência de ovelhas;
l) Tem que se despojar do velho homem (defuntão) e desfrutar o novo; lavar-se no sangue de Cristo;
m) O cristão que continua pecando, reflete uma pessoa que carrega uma carniça nas costas;
n) Em muitas igrejas odores estranhos se tornaram normais


2. Outros cheiros
a) Da iniqüidade,
b) Da irreverência – conversas, celulares, comidas, negócios, sensualidade, vaidade, entra e sai durante o culto, risos sem sentido, trejeitos maliciosos, (Hb 12.28; Hc 2.20);
c) A santidade de Deus exige reverência por parte dos seus adoradores.
d) A irreverência pode destruir um culto e, como conseqüência, impedir a ação do Espírito Santo (2Tm 3.2).
e) Cheiro da morte – para os que rejeitam o Evangelho da Salvação;


3. Aroma de vida
a) Para os que recebem, crendo, ao Senhor Jesus Cristo, como Senhor e Salvador!
- enfrentamos vários obstáculos quando queremos realizar um culto perfeito (Ef 6.10-12)
- precisamos ser revestidos de poder, do Espírito Santo, para podermos conseguir orar, jejuar, ir a igreja;
b) É individual
- faça seu culto, não olhe para o que o irmão está fazendo ou como está fazendo o culto dele;
- enquanto o perfume está fechado, não passa de um frasco de perfume; ninguém sabe qual é o seu cheiro;
- às vezes, o frasco é lindo, a marca é charmosa, porém não exala nada.
- o fruto da vida cristã acontece quando tiramos a tampa do frasco e deixamos o cheiro de Cristo impregnar o ambiente;
c) Nosso corpo como sacrifício vivo (Rm 12.1,2) – O que você tem oferecido?

CONCLUSÃO

Se você é um crente, você é o bom perfume de Cristo, tanto na igreja como lá fora, diz Paulo. Que o bom cheiro de Cristo possa abençoar a todos que estiverem ao seu lado.Que tipo de perfume é o seu? Cheiro que atrai ou que afasta? Perfume que chama atenção? Que enleva? Ou um mau cheiro, apodrecido por moscas mortas que caíram no seu recipiente?

terça-feira, junho 10, 2008

CULTO ESTRANHO


O perigo de oferecer adoração falsa a Deus

(Pv 16.1-3)

INTRODUÇÃO

Notamos que determinados cultos têm perdido totalmente seu objetivo, que é adorar a Deus. As liturgias têm fracassado em sua meta. Cultos têm se transformado em shows, louvores em apresentações e pregação do evangelho em palavras que atende ao meu cliente.
Daqui a algumas décadas, se perpetuar esta prática, a igreja que Cristo se propôs edificar não será imaculada. Esperamos que quando isto acontecer estejamos com o nosso amado Mestre gozando as benesses do arrebatamento.

I. O CULTO
1. O que é Culto

a) É um conjunto de formas externas em que a própria pessoa, a família reunida ou mesmo a comunidade estabelece a sua vida religiosa;
b) É o mesmo que "liturgia", que significa "ritual", "o culto instituído por uma igreja";
c) O conjunto da manifestação de atos de adoração forma o culto;
d) Etimologicamente a palavra “culto” quer dizer: A mais elevada homenagem que se presta a uma divindade, isto é, adoração na mais restrita acepção do termo;
e) O culto cristão é uma série de ações, ou seja, atos conjugados, praticados pelo adorador; e estes atos, em conjunto, é que formam o culto.


2. O que a Bíblia diz:

a) Era um elemento muito importante na vida do povo de Israel (Êx 12.36);
b) Em Salmos e, em Gênesis (Gn 4.3), o autor não imagina religiosidade sem culto;
c) Através do culto, a fé é transmitida em tradição viva (Sl 78.3);
d) Os fiéis da comunidade em Jerusalém participavam do culto do templo (At 2.46);
e) Jesus chamou o templo de "a casa de meu Pai" (Jo 2.16), e apresenta o seu templo de próprio corpo como o novo templo (Jo 2.19-22);
f) Com sua morte e ressurreição, Jesus passou a inaugurar o culto da Igreja, cujos regenerados compartilharão de sua imagem e natureza (Rm 8.29);
g) O culto para o cristão tem o mesmo sentido de "vida agradável a Deus"(Rm 12.1,2);
h) comunhão e adoração apropriada, inspirada pelo Espírito Santo de Deus (Rm 8.26,27);
i) Por meio de Jesus, podemos oferecer sacrifícios espirituais como "casas espirituais" (1Pe 2.5).


3. A importância do culto
a) aproxima o homem a Deus;
b) concede instrução para o viver diário;
c) concede oportunidade de uma consciência pura;
d) provê estímulos morais e desafios para a vida;
e) coloca o homem em comunhão perfeita com o próximo.

II. O CULTO ESTRANHO
1. O culto de Caim (Gn 4.1-7)

a) Os dois tinham os mesmos pais, nasceram e foram criados fora do Jardim do Éden, receberam as mesmas instruções religiosas e possuíam inclinação religiosa (oferta a Deus);
b) A diferença estava no modo de cultuar:
- Caim e Abel trouxeram sacrifícios diferentes a Deus;
- Abel trouxe um sacrifício de sangue e Caim, de frutas e flores;
- naquela época o forte era a agricultura; Abel criava ovelhas para oferecê-las a Deus;
- no sacrifício de Abel houve a confissão de pecados (Hb 9.22) e no de Caim negava sua culpa e professava que ele era justo;
- Caim trouxe do fruto da terra, a qual Deus amaldiçoara, trouxe do trabalho de suas próprias mãos, confiando nisto para sua salvação; apoiou nos seus méritos, auto-suficiência;
- Abel é o tipo do crente no sangue de Cristo e Caim é o tipo do crente na salvação pelas obras.
c) Abel fez sua oferta pela fé e a de Caim, não (Rm 10.17; At 15.9; Ef 1.19; 1Co 4.7)
d) Da rejeição da oferta veio a inveja, o homicídio (v. 8) e o juízo de Deus (vv. 10-16);
e) Será que existe inveja em nosso meio? Pessoas que confiam em seus méritos?


2. O culto ao Bezerro de ouro (Ex 32.1-6)

a) O povo tinha acabado de fazer uma aliança com Deus (Êx 24.3,4)
b) Presenciaram o milagre da saída do Egito, a passagem pelo Mar vermelho, águas amargas tornam-se doces, o maná, água da rocha (Êx 14 a 17);
c) Aos pés do Monte Sinai, fazem aliança com Deus, recebem os Mandamentos (Ex 20) e outras leis (Ex 21-23);
d) No Monte contemplam a glória de Deus(Êx 19.16-25), mas seus corações estavam no Egito (Ex 32.1);
e) Com suas ofertas adoraram outros deuses (Ex 32.6-10);
f) Os que assim procederam receberam duro juízo da parte de Deus (Ex 32.28,33-35);
g) Será que existem pessoas dentro da igreja cultuando a outros deuses?


3. O culto de Nadabe e Abiú (Lv 10.1-3, 10)
a) No sistema sacerdotal, Deus enviara fogo do Céu que deveria ser usado perenemente no altar (Êx 40.34,35);
b) Compareceram diante de Deus com fogo estranho (Ex 30.9);
c) Fogo estranho retrata nossas atitudes e motivações ao cultuar a Deus;
d) Tal atitude desagradou o zelo e a santidade de Deus, que os fulminou instantaneamente;
e) Para o homem tudo parece ser bom (Pv 14.12), porém Deus faz diferença entre o santo e o profano (vv. 9,11);
f) O que te motiva a cultuar a Deus?


4. O culto de Saul (1Sm 13.8-14)
a) No início de seu reinado de Saul os amonitas(1Sm 11.11), porém desperta a ira dos filisteus (13.5);
b) A temor quanto a investida dos inimigos e Samuel conclama o povo ao arrependimento (12.19-24);
c) Saul desobedece a ordem de Samuel e oferece sacrifício a Deus (ele era rei e não sacerdote);
d) Por causa disso, seu reinado não foi confirmado, e em seu lugar Deus levantou Davi (1Sm 16.1,11-13);
e) Na casa do Senhor cada um tem um ministério, que deve ser exercido com zelo (2Tm 4.5).


5. O culto em Jerusalém nos dias de Jesus (Mt 21.12-17)
a) Negociatas; covil de salteadores (subornos; vendiam animais defeituosos e sacrificavam qualquer coisas a Deus,...);
b) Sacerdócios corruptos – religiosidade de fachada, templo como lugar de encontro (social);
c) O povo era maltratado e subjugado;
d) O que você tem feito da Casa de Deus?


6. O culto de Marta (Lc 10.38-42)
a) Sua atitude denota ansiedade, distração, preocupação e frustração;
b) Parece que era considerada a dona da casa; provavelmente a irmã mais idosa;
c) Estava ocupada - distraída por motivos internos e externos de menor importância;
d) Agitava-se - Dona de casa distraída pelo muito servir, inquieta, afastada e atarefada;
e) Não agiu por maldade apenas estava frustrada com as atividades normais de seu lar;
f) Procurava agradar ao convidado ilustre "Jesus" - esforçava-se em preparar a melhor refeição;
g) Sua irmã lhe parecia preguiçosa, negligente de suas responsabilidades quanto ao lar;
h) Não se dirigiu a Maria, fazendo-a ajudá-la nos afazeres (visto que esta contemplava a Cristo);
i) Apelou para Jesus a fim de interroper uma conversa que reputava relativamente inútil;
j) A atenção de Marta em vez de centralizar-se em Jesus, era atraída para cá e para lá;
k) Outras passagens demonstram esta atitude - morte de Lázaro (Jo 11.20) e em servir (Jo 12.2);
l) Ansiosa por muitas coisas - denota no íntimo a sua intranqüilidade (v. 41);
m) Preocupada - é a palavra que fala da confusão externa que a acompanhava (v. 41);
n) Visão material - contemplativa, terrena, não-religiosa.
o) Que afazeres em tua vida tem impedido que fique aos pés de Jesus?


7. O culto estranho – Outros exemplos

a) O culto dos Profetas de Baal (1Rs 18);
- culto a um deus morto, ineficaz (conseqüência morte);
b) O culto em Jerusalém nos dias de Ezequiel (Ez 22. 23-31);
- homens amantes de si mesmo; profanam o santuário; desonestos,.... (conseqüência morte);
c) O culto de Ananias e Safira (At 5.1-11);
- mentira, falsidade, desonestidade,... (conseqüência morte);

III. O CULTO VERDADEIRO
1. O culto de Maria (Lc 10.38-42)

a) A atenção de Maria estava centralizada em Cristo - singeleza de coração;
b) Poupada de qualquer distração - buscava a saúde da alma (sedenta);
c) Aparece meditativa e emocional - na morte de Lázaro (Jo 11.31;12.3) ;
d) Visão espiritual - lado espiritual da vida, boa porção (v. 42);
e) Poucas coisas são indispensáveis quando se está com Cristo;
(1) A comunhão com Ele;
(2) Aprender aos seus pés - continuamente como uma aluno aos pés do Mestre (Paulo/Gamaliel);
(3) Adoração a Ele - é uma necessidade;
(4) Desenvolvimento espiritual do homem interior - maturidade pela Palavra e experiência;


2. Exemplos de cultos verdadeiros

a) Noé ao sair da arca (Gn 8.20-22) – promessa a humanidade;
b) Abraão e seu sacrifício a Deus (Gn 15.7-21) – promessa a sua descendência;
c) O culto de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego (Dn 3.17-25) – livramento;
d) O culto na casa de Zaqueu (Lc 19.1-10) – transformação.
e) Felipe e o eunuco de Candace (At 8.26-40) – conversão genuína/novo nascimento;
f) O culto na casa de Cornélio (At 10.44-48) – batismo com o Espírito Santo.


3. O culto verdadeiro

a) Deve ser feito em espírito e em verdade (Jo 4.21-24);
- envolver corpo, alma e coração (1Ts 5.23);
b) Em santidade de vida (2Co 7.1; 1Ts 3.13; Hb 12.14);
- abandonar o pecado e sua prática;
c) Um culto racional (Rm 12.1,2);
- em comunhão com Cristo;
d) Em atitude de reverência e temor (Hb 12.28; Lv 26.2; Tt 2.7);
- evitar conversas paralelas, lanches, celulares, negócios,.....
e) A Bíblia nos oferece vários exemplos, tanto de cultos falsos como verdadeiros, bem como as conseqüências de cada um.

CONCLUSÃO
Vivemos época em que muitas igrejas pentecostais estão passando por crises em sua estrutura, motivadas pela mudança de conceitos e valores. O desenvolvimento da sociedade tem influenciado sobremodo o cotidiano de muitas denominações.
Algumas procurando adequar suas liturgias, doutrinas e dogmas têm enfrentado situações de conflitos entre o antigo e o novo. Entretanto, temos que compreender que o foco não deve estar no antigo e no novo, mas no bíblico e no não bíblico.

sábado, maio 31, 2008

NASCER DE NOVO


Requisito para ver o Reino de Deus

(Jo 3.1-7)

INTRODUÇÃO
Não abordarei os temas escatológicos, pois o novo nascimento é a doutrina básica e pré-requisito para participar do Reino de Deus. O texto mostra o povo judeu envolvido pela noite da ignorância das coisas espirituais e incapazes de entender a mensagem do Evangelho. As exortações contidas no texto nos alcançam hoje.

I. A NECESSIDADE DO NOVO NASCIMENTO
1. O visitante noturno
a) Nicodemos em grego Significa “conquistador do povo”
- um fariseu, “separados” (defendia a rígida observância da Lei)
- era doutor da Lei (Príncipe dos Judeus)
b) Foi a noite talvez para evitar as multidões, para ter atenção especial do Mestre (Rabi)
- em Jerusalém, no templo Cristo se opôs aos cambistas e operou milagres (Jo 2.13-25)
- ficou impressionado com o ministério de Jesus, sentiu interesse em conhecê-lo;
c) Aparece na narrativa do NT em 03 ocasiões:
- na visita a Jesus a noite (Jo 3.1-21)
- protestando na condenação de Cristo (Jo 7.50-52)
- no sepultamento de Cristo (Jo 19.40)

2. Uma alma necessitada (Jo 3.2,3)
a) Ante o anelo da alma de Nicodemos Cristo lança um enigma
- sua instrução ainda estava na esfera do homem natural
- para entrar no Reino é necessário uma transformação espiritual, nascer de novo (de cima)
b) Seu grande desejo (alimento espiritual)
- conhecer Jesus; não importava a hora e as críticas; se humilhou ante Jesus (Os 6.3)
-aprender com Jesus; indagava; colocou-se na condição de discípulo (Mt 11.29)
- identificar Jesus; você conhece Jesus por ouvir falar ou por um encontro pessoal.

II. A NATUREZA DO NOVO NASCIMENTO

1. A sua aparente impossibilidade (Jo 3.4)
a) A sua razão não compreendia o milagre da nova vida
- só tinha uma fé superficial, precisava de uma transformação interior; conhecer a Palavra sem que esta faça efeito na vida de nada adianta (Jr 13.23);
- muitos hoje não entendem o milagre da salvação (2Co 5.17), até crentes antigos;
b) A Pergunta de Nicodemos
- sua ignorância espiritual (v.10); crença arraigada na formação, costumes e hábitos;
- seu desejo de entender “Como pode ser isso?” (v.9)
- outro exemplo Saulo (At 9.17,18); precisam ter um encontro com Deus;
- seu conhecimento material; limitava as coisas da vida natural (v.12; 1Co 2.14)

2. Os meios do novo nascimento (vv. 5.,6)
a) Purificação de todos os pecados
- os judeus acreditavam que só os gentios precisavam de purificação
- Jesus mostra que esta necessidade abrange a todos
b) Purificação por meio da água e do Espírito (Tt 3.5; Ez 36.25-27)
- nascer da água (símbolo da Palavra), que nos lava pela ação do Espírito Santo(2Co 5.17)
- o Espírito Santo implanta em nos a semente da Nova Vida
- nos convence do pecado, da justiça de cristo e do juízo vindouro (Jo 16.8,9);
- vem como resultado da pregação da palavra de Deus (Mt 12.41; Jó 42.5,6).
- opera uma verdadeira reviravolta na vida do homem (2Co 3.14; Ef 4.17; 1Tm 6.10)
c) Novo nascimento sinônimo de regeneração
- significa o ato sobrenatural em que o homem é gerado por Deus (1Jo 5.18), para ser filho de Deus (Jo 1.12) e participante da natureza divina (2Pe 1.4);
- são os nascidos de novo que são inscritos no Livro da Vida, Lc 10.20.
d) Segue a regeneração a conversão
- a conversão compreende dois elementos “arrependimento e fé”
- somente Deus pode ser considerado o Autor da conversão (Sl 85.4; 19.7; Jr 31.18; Lm 5.21; At 11.18; 2Tm 2.25; Rm 3.20; 10.17; 2 Co 5.11; Jo 6.44; Fp 2.13)
e) Arrependimento era o tema da pregação no inicio do cristianismo
- João Batista (Mt 3.2); Jesus; os apóstolos (At 2.38; 17.30).
- é a mudança produzida na vida consciente do pecador, pela qual ele abandona o pecado.
- é uma transformação interior; gera remorso/tristeza, fazendo com que peça perdão a Deus;
- envolve três elementos do arrependimento:
(1) intelectual - mudança de conceito, reconhecimento da culpa pessoal, contaminação e desamparo (Rm 3.29; 1.32);
(2) emocional - mudança de sentimento; tristeza pelo pecado contra um Deus santo e justo (Sl 51.2, 10, 14); remorso e desespero (2Co 7.9, 10; Mt 27.3; Lc 18.23);
(3) volitivo - mudança de propósito; abandono interior do pecado e disposição para a busca do perdão e da purificação (Sl 51.5, 7, 10; Jr 25.5; At 2.38; Rm 2.4).
f) Quem é nascido de novo não sente necessidade de pecar
- cachorro que volta ao vômito (Pv 26.11)
- a caminho da terra prometida (providência divina, maná) querendo voltar ao Egito (escravidão)
- na casa do pai tendo banquete, desejando as bolotas que os porcos comiam (Lc 15);

3. Uma realidade misteriosa (vv. 7,8)
a) Jesus usa a ilustração do vento ante a indagação de Nicodemos
- como a origem do vento é um mistério, assim é a ação do Espírito Santo na regeneração;
- foge a análise científica e a razão humana, mais sua ação é real;
b) De mistério a realidade
- vidas transformadas (Gl 5.22,23; At 2.3; 1Co 12.7)
- o que é nascido de carne é carne, natureza humana gera natureza humana
- e o que é nascido no Espírito é Espírito, natureza divina gera natureza divina
c) Nicodemos transformado
- partilhou do ministério de Cristo: defesa no Sinédrio (Jo 7.50,51), na cruz (Jo 19.39)
- compreendeu os ensinos de Jesus, nova criatura (2Co 5.17)

III. A FONTE DO NOVO NASCIMENTO
1. O próprio Cristo (Jo 3.9-13)
a) Nicodemos expressa o desejo de experimentar o novo nascimento
- Cristo ironiza o fato do professor da Lei não conhecer a realidade da Nova criatura
b) Três coisas eram necessárias
- aceitar a autoridade de Jesus; muitos opinam sobre Jesus sem conhecê-lo realmente;
- desistir de entender a operação pela razão e aceitar por meio da fé
- confiar no milagre da nova vida (1Tm 2.5)

2. O próprio amor de Deus (v. 14-16)
a) Exemplo usado por Cristo - moderdura da serpente no deserto (Nm 21), demonstra:
- o tipo da destruição do pecado e o juízo de Deus 1Co 15.54-57)
- o alvo do remédio, tipificando Cristo na cruz (2Co 5.21)
- a cura era pela fé; bastava olhar; basta você crer;
b) É um ato do amor de Deus (1Co 2.2)
- quem crer será salvo quem não crer será condenado;
- Deus não tem prazer na morte do pecador (Ez 33.11; 2Pe 3.9)
- Deus tira um coração de pedra e coloca um de carne (Ez 11.19)
c) Contrapõe ao pecado da humanidade
- nascimento debaixo da condenação do pecado; incapacidade, sem méritos (Rm 3.23; 5.12)
- a Salvação ocorre por meio da fé e arrependimento ante a graça concedida por Deus;

3. Sua Manifestação
a) Na confissão do pecado
- a Deus (Sl 32.3-5; 38.18; Lc 18.13; 15.21); o pecado é oposição contra Deus;
- ao homem (Tg 5.16; Mt 5.23,24; Lc 19.8,9); deve ser pública, o mal atinge todos;
b) No abandono do pecado
- abandonam e renunciam o que outrora desagradava a Deus em suas vidas (Pv 28.13; Is 55.7; Mt 3.8,10; 1Ts 1.9; At 26.18).
4. Seus Resultados
a) Alegria no céu (Lc 15.7-10; 2Pe 3.9), a corte celestial jubila ante um pecado salvo;
b) Perdão (Is 55.7; Lc 24.47; Mc 1.4; At 2.38; 3.19), nos habilita para a recepção do perdão;
c) Recepção do Espírito Santo (At 2.38; Ef 1.13), visa à outorga do Espírito Santo;
d) Nos leva a participar do Reino de Cristo, dos eventos escatológicos (Jo 14.2,3)

CONCLUSÃO
Pertencer a igreja não é a mesma coisa que pertencer ao Reino de Deus (Mt 7.21-23), religiosidade. Os sinais apontam para a volta de Jesus. Contudo, somente aqueles que são nascidos de novo é que poderão gozar dos benefícios dos eventos escatológicos, os demais sofrerão juízos.

quinta-feira, maio 15, 2008

DEBAIXO DA PROVIDÊNCIA DIVINA


Subsistindo ante as dificuldades
(Êx 16.4-5, 8, 35)

I. INTRODUÇÃO

As Escrituras demonstram que Deus suprir as necessidades do Seu povo, ante a incapacidade humana. Podemos comprovar isto nas passagens que retratam a vida dos patriarcas, a caminhada no deserto (maná, vestuário, água, carne,...), no sustento dos profetas, na multiplicação dos pães às multidões, etc. Quem promove a abundância nos momentos de escassez é Deus, como veremos em dois exemplos a seguir.

II. O DEUS DAS PROVIDÊNCIAS
1. Deus provê o sustento de Seu povo (Êx 16)
a) Contexto
- fazia mais de um mês que tinha saído do Egito, caminhando pelo deserto;
- em Mara as águas amargas haviam se tornado doces;
- em Elim (árvore sempre verde), doze fontes d’água e 70 palmeiras; lugar de tranqüilidade e descanso; Deus nos dá o triunfo depois da provação, bonança depois da tempestade;
- partiram para Sim, que significa prova, teste, árido (v.1);
- tinham água (provável de Elim), mas as provisões estavam acabando (pão e carne);
- murmuraram e pediram a morte (vv. 2,3); o projeto de Deus era vida, mesmo em meio à dificuldade;
- desejaram voltar ao Egito (esqueceram dos açoites), na luta tendemos a esquecer as coisas;
- o povo reclamou (pessoas que reclamam, na dificuldade), querem levar um padrão de vida como se estivesse na bonança;
- queixam do alimento (alimentos de 1ª qualidade, pegam cestas e reclamam, .... por isso continuam na dificuldade);
b) Israel sobre a providência do Maná
- O Senhor faz chover pão (v. 4); o maná (heb. “man hu” = que é isto?)era como semente de coentro, branco, tinha o sabor de mel e azeite fresco; aparecia como espécie de geada/orvalho (Ex 16.31; Nm 11.8-9);
- Era moído, cozinhado/assado, em panelas e dele fazia bolos; o povo tinha que sair para colher; a providência divina também envolve nossa participação;
- providência era diária e individual (cerca de 2L); não podia guardar; colher em dias determinados;
- Deus manda dos céus carne (v. 8);
- Deus por meio desses milagres estava testando a obediência do povo;
- Sustentou o físico do povo durante a jornada no deserto por 40 anos;
- Maná um tipo de Cristo (Jo 6.31-35,58);
- o povo enjoou do maná (Nm 11.4-5); hoje existem pessoas que perderam o desejo por Jesus;
- Cristo tem uma provisão para cada Cristão dia-a-dia;
c) O povo de Israel na caminhada pelo deserto
- Pela mesma providência divina, as roupas não envelheceram, nem os pés ficaram inchados (Dt 8.3-4);
- pessoas que se endividam para usar vestuário de marca; deixam de ter outras coisas para trocar de vestuário, muitas vezes sem necessidade, senão morrem de desgosto,...

2. Deus prove o sustento do Profeta (1Rs 17.9-16)
a) Contexto
- reinado de Acabe; idolatria a Baal (deus das chuvas e do tempo);
- anos sucessivos de seca, sem chuva;
- o profeta foi sustentado com água do ribeiro;
b) A providência divina na vida do Profeta
- Deus manda o profeta ao ribeiro de Querite (1Rs 17. 3-4);
- provisão natural (v.6), Elias bebia do ribeiro;
- provisão animal (v.6), Elias era sustentado com pão e carne levados pelos corvos (manhã e noite);
- provisão humana (v.9), a viúva de Serepta, serve o profeta com a única coisa que havia em sua dispensa (punhado de farinha e um pouco de azeite), a providência divina alcança o profeta e o lar da viúva (vv. 12-16);
- provisão celestial (1Rs 19.5-7), sustentado por anjos, pão cozido sobre brasas e água numa botija, quando este fugia de Jezabel;
- Provisão divina (1Rs 19.9-13), o próprio Deus renova a fé do profeta ao se revelar a ele;
- não há limites quando Deus se propõe a abençoar os seus servos (Is 59.1);

III. CONVIVENDO COM AS PROVIDÊNCIAS DIVINAS

1. Na Escassez (Dt 8.1-6)
a) Adquirindo experiência (vv. 1,2) – pode ser demorada (Fp 4.13), humilhante e/ou apenas para nos testar (Ef 5.20; Tg 5.11)
b) Aumentando a confiança em Deus (vv. 3,4) – pela providência divina (Ef 3.20), promessas (Lc 12.15; Mt 4.4) e fidelidade (Nm 23.19);
c) Produzindo disciplina (vv. 5,6) – tratados como filhos (Hb 12.7-9; Ap 2.5) em obediência e temor (Dt 17.11; Gl 6.7);


2. Na Bonança (Dt. 8.10-20)
a) Sendo vigilantes e gratos (vv. 10,11) – pela abundância (Tm 2.5; Dt 32.151Rs 8.5a) e conhecimento da palavra de Deus (Pv 4.13; Sl 1.1-3; Mt 22.29)
b) Sendo humildes e confiantes (vv. 12-18; Pv 3.5) – sem exaltação (1Co 3.7; Sl 101.5; Tg 4.6), aceitando a provisão (Ex 16.4; Dt 3.4; 2Sm 7.22) e dependendo de Deus (1Co 4.7; 1Cr 29.12);
c) Sendo fiéis e obedientes (vv. 19,20; Jó 23.11) – conhecendo o caminho do Senhor (1Jo 5.19; Mt 7.14; Rm 6.23a; 2Ts 1.9) e a Sua voz (Jo 10.1-5; Lc 8.15; Ap 2.11);

3. Lições para o dia-a-dia
a) Em nossa jornada por este mundo podemos ter fartura como escassez (Fp 4.12)
b) Deus sabe das nossas necessidades, não precisamos nos angustiar, nem murmurar, precisamos apenas crer e esperar o milagre;
c) Deus cuida de nós a cada dia, não devemos ficar receosos pelo dia de amanhã (Mt 6.11);

IV. CONCLUSÃO
Podemos hoje experimentar, na esfera material e espiritual, essa provisão Divina nos alimentando, fortalecendo nossos corpos, suprindo nossas necessidades.

quarta-feira, abril 30, 2008

LÍDER EM PONTENCIAL


CHAMADOS PARA EVANGELIZAR
Rm 1.16

16 Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.



INTRODUÇÃO
A liderança é um fenômeno estudado em todo o mundo. A escassez e a essencialidade do “líder” conduzem muitos autores tanto no contexto secular como eclesiástico, a traçar várias abordagens que chegam a se contradizer.
As sociedades do nosso mundo, em todos os seus níveis, clamam por uma liderança eficiente. Estamos experimentando uma crise de liderança em nosso mundo. (Ez. 22.30).
Contudo, veremos na exposição a seguir, que Iahweh em Sua Revelação escrita (Bíblia) nos deixou vários exemplos de lideranças (de ruins a excelentes).



I. O LIDER
1. Conceito

a) O líder é um condutor; o tipo representativo de uma sociedade; o representante de um grupo político ou partidário;
b) No seu significado secular, é a capacidade de comandar (liderar) baseada no prestígio pessoal e aceita espontaneamente pelos liderados;
c) É uma vocação em que há uma perfeita mistura de qualidades humanas e divinas, ou um trabalho harmonioso entre o homem e Deus destinado ao ministério e benção das demais pessoas;
d) Uma pessoa não nasce líder, torna-se líder, o que diferencia é a atitude.

2. Tipos
a) Líder Natural/Informal:
- liderança decorrente do exercício da autoridade do próprio líder, sem a interferência de outras lideranças;
- é o líder espontâneo; que não é chefe nomeado; que poderia ser denominado de autêntico, real e verdadeiro; que emerge naturalmente do grupo, sem qualquer formalismo.
b) Líder Institucional/Formal:
- liderança advinda de uma estrutura legal. O líder não exerce a liderança livremente, mas é dirigido e amparado por determinados dispositivos legais;
- oficiais e designados.
c) Líder Tradicional:
- liderança surgida dos costumes de tradição;
- determinado grupo social (Mt 15.3; Cl 2.8; 1Pe 1.18)
d) Líder Carismático:
- liderança cujos liderados aceitam-na como advinda de poderes espirituais superioras;
- exercida por meios sobrenaturais;
- outros tipos: líder intelectual, líder social, líder realizador,...

II. FORMAS DE LIDERAR
1. Autocrática:
a) O líder não presta contas a ninguém; constrói seu pequeno reino; vê-se como indispensável;
b) Sua autoridade não é questionada; Liderança egocêntrica centralizadora e rígida;
c) Esse estilo desestimula inovações e debilita o grupo.

2. Democrática:
a) O grupo estabelece a autoridade do líder e controla, retirando-a quando for necessário;
b) O líder presta contas ao grupo; pede e leva em consideração as opiniões dos outros e aceita críticas;
c) Nesse tipo de ambiente a responsabilidade é compartilhada pelo grupo.

3. Paternalista:
a) Exerce a autoridade de modo “protetor”; prestando “favores” a seus liderados;
b) Submissão mediante favor; Não existe livre iniciativa por parte do grupo;
c) Nesse estilo, o líder é cordial e amável; contudo, produz indivíduos imaturos.

4. Burocrática:
a) Pressupõe que qualquer dificuldade pode ser afastada quando todos acatam os regulamentos;
b) O líder é uma espécie de negociador e a tomada de decisão resulta de um rito critérioso.

5. Participativo:
a) Fomenta as relações interpessoais, conduzindo os membros a se identificarem com o grupo;
b) Maior comprometimento, amizade, interesse e motivação;
c) Nesse estilo ocorre a demora da ação em tempos de crise.

6. Permissivo / Passivo:
a) É aquele fraco e ausente; deixa os seus liderados totalmente livres, à sua revelia;
b) O líder não faz uso da sua autoridade, mas tenta agradar a todos;
c) Este líder não tem convicção e nem propósito fortes; “vamos vê o que vai dá”;
d) Linha permissiva, licenciosa passiva, acomodada e anárquica.

III. LÍDERES EM POTENCIAL COM SUA CHAMADA
1. Sabe aonde quer chegar
a) Planeja atividades – de modo que saiba o que deve acontecer a curto, médio e longo prazo;
b) Estabelece prioridades – o que é mais importante;
c) Estabelece responsabilidades – não é centralizador, coordena as atividades por delegação;
d) Estabelece canais de comunicação – não se isola; comunica-se com clareza;
e) Desenvolve a cooperação – cria condições de trabalho e estimula a criatividade em grupo;
f) Decide – decisões oportunas e sábias;
g) Repreende – os comportamentos inadequados com sinceridade;
h) Elogia – o comportamento, dizendo o que a pessoa fez certo, encorajando-a.

2. Compromisso com sua chamada
a) Fé – aceita os desafios do momento;
b) Determinação – toma decisões quando outros vacilam;
c) Humildade – admite os seus erros;
d) Paciência (Lc. 21:19, II Co. 6:4, Hb. 10:36);
e) Competência;
- oriunda do Senhor (2Co 3.5,6; Ex 4.1);
- exige de si mesmo elevados padrões de desempenho pessoal;
f) Disciplina – é capaz de dirigir outros porque disciplinou-se a si mesmo;
g) Integridade – é transparente em suas atitudes e relações (Mt. 5:13-16, Ap. 21:19,21);
h) Controle emocional;
i) Não avarento;
j) Propósito – procura glorificar a Deus no seu serviço (SI 22.23; Mt 5.16; Jo. 15.8; Rm. 15.6; 1Co 6.20).
k) Voluntário
- não somos profissionais;
- sem o objetivo de se auto promover, mas busca a glória de Deus (Jo 5.44).
l) Método
- o líder secular comanda, chefia, com base no seu prestígio pessoal;
- o líder cristão é servo (Mc 10.44)
m) Motivação
- o líder secular busca: fama, dinheiro, poder, etc.;
- o líder cristão: a base é o amor (Tg 2.15,16; 1Jo 3.16-18).
n) Percepção Escatológica
- se preocupa com os acontecimentos futuros, pois em breve prestará contas (1Co 3.10-15; Mt 25.19-30; Lc 12.48);
o) Prioridades – sabe estabelecer dentro do conhecimento e da submissão à vontade de Deus;
p) Relacionamento – exige integridade e lisura;
q) Comportamento – vida de piedade e retidão diante de Deus e dos homens (1Tm 4.8).

3. Princípios de Liderança Eficaz
a) Servo (Mt 20 28; Jo 13.14,15) – visa fazer o liderado vencer;
b) Humildade (Fp 2 3 e 4. Mi 23 12);
c) Equilibrado e Autocontrole (Gl 5.22) – evita tensões; pensa antes de falar;
d) Respeitador, Leal, Empático (Lc 10 11-17; Mt 25 14-30);
e) Estimulador (Ne 2 17 e 18; Jo 21.1, 5-17) – envolve o grupo na missão;
f) Organizado (1Co 9.22-27) – define os objetivos, estabelece metas, desenvolve estratégias para conseguir os seus fins;
g) Integro e Honesto (1Tm 3 2; Tt 1.6,7; 2Tm 2.2) – trata de lisura;
h) Flexível (Fp 2.13; Gl 5.22,23) – adapta-se às diferenças das outras pessoas;
i) Amoroso (1Co 8.1 e 13) – diferente do líder ditador;
j) Motivador – descobre maneiras de alcançar e tocar cada um de seu grupo;
k) Outros – Bom relacionamento interpessoal; Capacidade de solucionar problemas,...



4. Perigos para a Liderança Cristã (1Co 9.27)
a) Autoconfiança (Fp 2.13; Sl 127.1; Jr 10.23; Jo 3.27; 15.5; 2Co 3.5);
- confiar em nossas habilidades, experiências, sabedoria, ao invés de depender de Deus;
b) Negligência (GI 5.22; Jo 10.9
- o líder se envolve tanto com outras atividades, a ponto de negligenciar a adoração;
- É na adoração que recebemos novas forças e motivações.
c) Não ouvir (Jr 40.14, 41.2, 2 Cr 16.10)
- incapacidade de saber ouvir colegas que estão ao redor;
- não basta ouvir, mas reconhecer, quando errar e tomar providências para corrigir-se.
d) Perder a verdadeira motivação e o gozo de servir (Ne 8.10b; SI 100.2)
- O papel mais elevado da liderança cristã é o de servo dos servos.
e) Outros: Orgulho (1Tm 6.4); Ciúmes (1Sm 18.8, Nm 11.28); prepotência (3Jo 9,10); pastores de si mesmos (Ez 34.8, Jd 12); cobiça (2 Pe 2:3,15; 1Pe 5:2b); indispensabilidade; falta de domínio próprio; relaxamento espiritual,...



5. Exemplos Bíblicos de Líderes
a) Ruins (1Co 10.1-13) – os filhos de Eli; Saul, Acabe, Absalão, Geazi, Judas
b) Bons – Josué, Gideão, Samuel, Neemias, Jesus, Paulo,...

IV. RELACIONAMENTO LÍDERES & LIDERADOS
1. Você é essencial
a) Muitos precisam de você
b) Seus objetivos são os objetivos do grupo;
c) Suas preocupações são as preocupações do grupo;
d) Suas derrotas são as derrotas do grupo;
e) Suas vitórias são as vitórias do grupo;
f) Suas palavras são as palavras do grupo;
g) Seu silêncio é o silêncio do grupo.



2. Aprenda Delegar (Êx 18.19-23: At 6.1-6)
a) Definição
- é o ato de investir os outros de autoridade e responsabilidade para certas tarefas.
b) Por que delegar?
- Desenvolve aptidões especificas dos seus colaboradores;
- Treina pessoas;
- Motiva a equipe;
- Aumenta o grau de iniciativa;
- Aumenta o grau de criatividade e surgem novas contribuições;
- Proporciona tempo para executar tarefas mais importantes e estratégicas.

3. Aprenda a comunicar
a) Comunicar é a transferência de informação e a compreensão de seu significado;
b) Seja um bom ouvinte: "Não hasta compartilhar a informação, e preciso ser compreendido.";
"Procure não somente ser compreendido, mas compreender";
c) Barreiras Contra a Comunicação Eficaz:
- Efeitos de Emoção;
- Percepções divergentes;
- Palavras que significam coisas diferentes para pessoas diferentes;
- O tato de ignorar informação que conflita com o que sabemos;
- Barulho;
- Ouvir somente o que esperamos ouvir;
- Sobrecarregar o receptor com grande fluxo de informações.

CONCLUSÃO
O problema é que nós entendemos mal o conceito de liderança:
a) Ou é alguém que faz tudo sozinho e o grupo fica na arquibancada, observando para ver se vai dar certo ou não e onde estão as suas falhas e fraquezas;
b) Ou é aquele que dá ordens.
Liderança é a capacidade de fazer com que as coisas aconteçam. Nicholas Murray disse que há três tipos de pessoas no mundo:
a) as que não sabem o que está acontecendo;
b) as que observam o que está acontecendo;
c) as que fazem com que as coisas aconteçam.
Qual delas é você? Cristo ordenou a todo crente que dê à evangelização do mundo um lugar de prioridade em sua vida (Mt 28 19; Mc 16 15; At 1.8).
Amém!!!

segunda-feira, março 31, 2008

A DOUTRINA DO PECADO


Sua influência na Criação
Rm 5.12

I. INTRODUÇÃO
As Escrituras põe em relevo dois grandes princípios ou qualidades morais antagônicas: a Santidade de Deus (bem) versus o pecado (mal), recebendo dela ampla e adequada atenção.

II. A DOUTRINA DO PECADO – HAMARTIOLOGIA

1. O Pecado
1.1. Definição
a) Pecado é deixar de se conformar à lei moral de Deus, seja em ato, seja em atitude, seja em natureza;
b) O pecado é aqui definido em relação a Deus e sua lei moral. Inclui não só atos individuais, como roubar, mentir ou cometer homicídio, mas também atitudes contrárias àquilo que Deus exige de nós.

1.2. Sua Origem
a) De onde veio o pecado? Como ele penetrou no universo?
b) Deus não pecou e não deve ser culpado pelo pecado (Dt 32.4; Gn 18.25; Jó 34.10; Tg 1.13; 1Pe 1.16;1Jo 1.5);
c) Tampouco foi do homem – Criado “à sua imagem; à imagem de Deus o criou" (Gn 1.27,31; Ec 7.29);
d) Quando Adão e Eva foram criados, o mal já existia no universo.
e) A origem do pecado foi Lúcifer, o Diabo (Jo 8.44; 1 Jo 3.8; Ez 28.14; Is 14.13,14)
- rebelou-se contra Deus (Ez 28.15,16; Lc 10.18)
- Desde então, o diabo tornou-se o adversário de Deus (Is 14.13; Mt 12.24)
f) Por que Deus permitiu que Lúcifer caísse?
- possuía o livre arbítrio, coisa que sempre Deus considera
- abusou dessa extrema liberdade, e sofreu as conseqüências, tornando-se opositor de Deus.
g) Assim, o homem pecou, os anjos pecaram, e nos dois casos o fizeram por escolha intencional e voluntária;

1.3. A arma que o inimigo usa é a tentação
a) No Édem (Gn 3.1-24)
b) O verdadeiro amor a Deus se manifesta na obediência à sua palavra (Jo 14.15,23; 15.14);
c) O próprio Filho de Deus foi tentado (Lc 4.1-13; Hb 4.15; 5.8)

2. Seu Significado e Realidade
2.1. Realidade
a) Um fato da revelação (Rm 3.23; 5.12; Gl 3.22; Ec 7.20)
b) Um fato da observação
- manifesto em toda a parte;
- revela-se sutilmente ou de forma hedionda
c) Um fato da experiência humana (Is 6.5; 1Tm 1.15; Js 7.20; Jr 17.1; Lc 5.8; Jó 40.4)
- a consciência testifica inequivocamente da realidade do pecado;
- todos sabem que são pecadores;
- senso de culpa, remorso da consciência, por causa do mal praticado;
- a Escritura declara, a observação descobre e a experiência humana comprova o fato do pecado

2.2. Negativamente considerado
a) Não é um acontecimento fortuito ou devido ao acaso, que não envolva culpa por parte dos pecadores
- não é um acidente (Rm 5.12)
- resultou de um ato de desobediência responsável por parte de Adão
b) Não é mera debilidade da criatura, pela qual o homem não deve ser responsabilizado ou tido por culpado
- não se trata apenas de debilidade ou fraqueza (Jr 17.9)
c) Não é mera ausência do bem, nem falta de retidão positiva
- não é simples negação (Rm 7.14)
- que o mal e a ausência do bem, e que o pecado é a ausência da retidão;
- existem formas de pecados extremamente agressivas e malignas;
- a Bíblia ensina que o pecado e o mal têm existência positiva, e que são ofensa contra Deus;
d) Não é um bem da infância
- não é um passo para trás (1Jo 3.4)
- não é imaturidade, falta de desenvolvimento ou advindo de características primitivas;

2.3. Positivamente Considerado
- brecha ou rompimento de relações entre o pecador e o Deus pessoal;
- manifesta-se de muitos modos;
- Jesus demonstrou o modelo de vida ideal; relatou que a fonte do pecado surge no intento íntimo do homem; “um simples pensar”, avançou o campo da culpa;
a) É o não desobrigar-se dos deveres para com Deus
- estar destituído da glória de Deus (Rm 3.23), incapaz de atingir o padrão divino (Rm 8.3,4)
- omissão do dever (Tg 4.17), a inércia é pecar; saber o que deve ser feito e não agir;
- declínio espiritual (Jr 14.7), quando a alma se distancia de Deus (Is 59.1,2)
b) É a atitude errada para com a Pessoa de Deus
- os desígnios insensatos (Pv 24.9), que desonram e depreciam o Ser de Deus
- a prática do orgulho e da arrogância (Pv 21.4), auto-exaltação;
- murmuração contra Deus (Nm 21.7; Lv 24.15,16; 1Co 10.10,11; Jd 16), expressa insatisfação com a providência divina;
- blasfêmia contra o Espírito Santo (Mc 3.29), significa detração ou calúnia, forma agrava do pecado
c) É a ação errônea em relação à Vontade de Deus
- condescendência duvidosa (Rm 14.19-23; 1Jo 3.18-22), transigência, na dúvida desagrada a Deus;
- rebeldia e obstinação (1Sm 15.23), vontade forte de seguir no erro;
- desobediência (Jr 3.25), desafio aberto e insubordinação contra Deus
- a transgressão da Lei (1Jo 3.4), ultrapassar a linha divisória, transpor as regras bíblicas;
d) É a ação errônea em relação aos homens
- favoritismo (Tg 2.1-4,9), acepção de pessoas em nossas relações;
- toda injustiça (1Jo 5.17), pecar contra nossos semelhantes é o mesmo que pecar contra Deus;
- desprezo ao semelhante (Pv 14.21), desobediência ao mandamento divino e incoerência com a vida sintonizada com Deus;
e) É a tendência natural para o erro (Rm 7.15-17; 8.7;1Jo 1.8; Jr 13.23)
- inclinação para a desobediência e a iniqüidade
- pecar é contrariar a vontade de Deus;

3. Sua Extensão
3.1. Influência na Criação
- o pecado afeta o céu, a terra e seus habitantes
a) Os céus (Ef 6.11,12; Is 14.12-15; Jó 1.6; Zc 3.1; Lc 10.18; Ap 12.7-9)
- o pecado e a queda de Satanás afetaram os céus, infestando as regiões celestes
b) A terra
- o reino vegetal (Gn 3.17,18; Is 55.13), foi amaldiçoado por causa do pecado do homem, porém será redimido na volta de Cristo
- o reino animal (Gn 9.1-3; Is 11.6-9), haverá paz
c) a raça da humanidade (Ec 7.20)
- todos pecaram (Rm 3.10,23; Sl 14.2,3; Is 53.6; 1Jo 1.8-10)
- todos são culpados perante Deus (Rm 3.19; Sl 130.3; 143.2; Gl 3.10)
- os homens são filhos da ira (Ef 2.3; Jo 8.44; 1Jo 3.3-8), por natureza, mais quando somos alcançados por Cristo, passamos a ser filhos de Deus;
- afastados de Deus (Ef 4.18; 1Co 2.14), a ponto de não ser mais objeto de sua afeição;
- corruptos e enganosos quanto à sua natureza (Jr 17.9; Gn 6.5,12; 8.21; Sl 94.11; Rm 1.19-31), relação anormal para consigo e seu semelhante;
- escravizados pelo pecado e mortos no pecado (Rm 6.17; Ef 2.1; Rm 7.5,7,8,14,15,19,23,24), tira a liberdade de viver, transformando em vil escravo, levando a morte (física, espiritual e eterna)
- antagônicos para com Deus e identificados com seu adversário (Rm 8.7,8; Ef 2.2)
- seus corpos debilitados e condenados a morte (2Co 4.7; Rm 8.11), até a obra redentora de Cristo se completar;
- aviltados em seu caráter e conduta (Tt 3.3; Ef 2.3; Cl 3.5-7), recipiente de toda uma natureza depravada;
3.2.
O castigo do pecado
a) Castigo divino do pecado funcione realmente como elemento inibidor;
b) A justiça de Deus o exige, para que ele seja glorificado no universo que criou (Ez 18.4);
c) Ele é o Senhor que pratica “misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor” (Jr 9.24).

III. CONCLUSÃO

Parece que o pecado permeou todo o universo, incluindo cada reino da criação e afetando cada raça e espécie entre as criaturas, com resultados funestos. Contudo:
“Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu filho...., para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos”(Gl 4.4s). Essa declaração aponta para a desolação da qual Deus liberta o homem por meio de Cristo.
“A lei veio de lado para que avultasse a transgressão; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20).